Foi deputado federal constituinte pelo PMDB e ajudou a fundar o PSDB, partido pelo qual conquistou mandatos de vereador, prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual, deputado federal e vice-governador de Mário Covas, em 1994. Foi governador de São Paulo entre 2001 e 2006, quando disputou a Presidência da República pelo PSDB, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.
Dentro de seu partido, Alckmin protagonizou uma disputa interna com José Serra. A briga teve seu auge nas eleições de 2008, quando Alckmin se lançou candidato à Prefeitura de São Paulo e perdeu a disputa para o então prefeito Gilberto Kassab, que contou com a ajuda de Serra nos bastidores. A trégua veio somente meses após a eleição, quando Alckmin aceitou o posto de secretário de Desenvolvimento do Estado, na época, governado por Serra.
Em 2010, integrou, ao lado do antigo adversário, a chapa eleitoral tucana. Disputou com sucesso o governo paulista, enquanto Serra saiu derrotado da corrida presidencial.
E agora em 2014, Geraldo Alckmin (PSDB) foi reeleito, neste domingo (5), governador do Estado de Sao Paulo, cargo que vai ocupar pela quarta vez, podendo completar até 14 anos a frente do governo do Estado. Com mais esta eleição tucana, o PSDB completará 24 anos seguidos governando São Paulo.
A vitória de Alckmin no primeiro turno já era esperada desde a primeira pesquisa de intenção de voto divulgada em 2014. Ao longo da campanha, o tucano sempre apresentou uma intenção de voto na faixa dos 50%. Skaf, o maior concorrente no Estado, não chegou a passar dos 20%, enquanto Padilha esteve sempre abaixo de 10% das intenções.
Na manhã deste domingo (5) de eleição, após votar em um colégio da região do Morumbi, na capital paulista, o tucano que, caso seja reeleito, pretende "corrigir o que se tem de ser corrigido e melhorar o que tem de ser melhorado".
"Hoje é dia de humildade, respeito e de aguardar a voz das urnas com serenidade", disse.
Durante a campanha, o governador foi alvo de críticas sobre a crise da falta de água na regiao metropolitana e algumas cidades do interior do Estado. Os adversários criticaram a falta de investimentos no sistema Cantareira e na rede de distribuição da Sabesp.
Também caíram sobre ele críticas sobre a segurança pública do Estado, com aumento dos índices de roubo e assalto, a violência policial nas manifestações de junho de 2013 e o caso do cartel dos trens e do metrô de São Paulo.
Com 92% das urnas apuradas, o tucano tem 57,43% dos votos válidos. Em segundo lugar, aparece o PMDB Skaf com 21,57%. Em terceiro lugart aparece Alexandre Padilha (PT) com 18,04%.

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